10 dicas sobre planejamento que as mulheres empreendedoras devem saber

O planejamento é uma das ferramentas mais valiosas que podemos utilizar para permanecermos fortes na vida. Como anda o seu?

A cultura do planejar, organizar e pensar a longo prazo, apesar de disseminada no mundo corporativo, muitas vezes não está enraizada em nós. Você já deve ter ouvido muitas vezes pessoas expressando, muitas vezes com sentimento de frustração, a seguinte expressão: “Como me arrependo de não ter planejado mais”, ou “porque não planejei melhor”.

Para as mulheres empreendedoras, o planejamento é ainda mais relevante, pois as necessidades e as atribuições são densas e intensas.

Desde que o mundo é mundo, a vida das mulheres sempre teve jornadas múltiplas. Mesmo com o passar do tempo, diante de um contexto totalmente diferente, essa ainda é a realidade da maioria delas. Para lidar da melhor forma com todas essas tarefas, é necessário um planejamento minucioso, metódico e acima de tudo realista.

Por isso é importante pesquisar, aprender e colocar em prática, dicas e métodos para planejar e poder fazer muito sucesso no ramo empresarial, ou seja, na vida.

Com atenção e dedicação, preparamos 10 dicas para mulheres, mães, esposas, parceiras e empreendedoras. Leve-as para a sua vida!

1.     Trace metas

Um dos passos mais importantes para ter sucesso, seja em qualquer setor, é saber traçar boas metas.

Quando falamos em traçar boas metas, nos referimos a fazer um planejamento estratégico dos seus verdadeiros objetivos.

Traçar metas não é simplesmente determinar aonde se quer chegar, mas especificar os resultados desejados. Saber exatamente o resultado dará mais consistência ao processo. O percurso que deve ser seguido depende diretamente da clareza das suas metas. E não só isso, é importante também ter metas alcançáveis a longo, médio e curto prazo.

Uma das falhas que mais frustram mulheres empreendedoras é quando determinam metas inalcançáveis, não por serem impossíveis, mas simplesmente por não terem um tempo cabível. Por isso, trace metas possíveis de serem realizadas e estude muito as variáveis para que possa determinar prazos plausíveis de serem cumpridos.

2.   Tenha tudo anotado

Esse é um dos pilares das dicas de organização, pois é com os seus registros que você será uma mulher realmente organizada e capacitada para atuar no mundo empresarial.

Hoje existem vários recursos para que essas anotações sejam feitas, há aplicativos e sites que oferecem recursos incríveis para ter tudo sobre controle. Entender como e onde tudo vai acontecer mostra que é uma pessoa com senso prático e qualificada para o seu “cargo” (chamemos assim) de mulher empreendedora.

Para conhecer 10 aplicativos úteis para o dia-a-dia da empreendedora, acesse https://mulheresempreendedorasdotnet.wordpress.com/2017/01/14/dez-aplicativos-que-vao-te-ajudar-a-ter-sucesso-em-2017/

 3.   Separe suas despesas pessoais

O planejamento financeiro para uma mulher que gerencia o seu negócio precisa ser rigorosamente orientado. Há algumas condições que merecem atenção e controle rigoroso, como por exemplo:

  • Jamais misturar as contas pessoais e profissionais: evite pensar que suas despesas devem ser pagas com o caixa da empresa;
  • Saiba que sua empresa agora é um organismo e que tem seu próprio funcionamento, rende seus próprios lucros e precisa do seu capital;
  • O mais recomendado é que estipule um valor de remuneração para você se manter e arcar com suas despesas.

Mas eu me tornei uma mulher empreendedora para ter salário? Sim, a única diferença é que quem paga é a sua empresa.

Claro que quanto mais sua empresa render mais você vai ganhar, mas isso não significa que poderá gastar o que quiser, você deve sempre permanecer planejando, fazendo reservas e investindo na própria empresa ou mesmo em outros segmentos.

4.   O fluxo de caixa é a chave do sucesso

Tenha total atenção ao seu fluxo de caixa, ele é garantia do sucesso da sua empresa.

Veja bem, quando falamos em planejamento estratégico é imprescindível que você tenha absoluto controle sobre tudo o que acontece, principalmente as entradas e saídas financeiras. Inclusive a visão da gestão financeira deve ser acompanhada de relatórios detalhados com previsões para o melhor prazo possível, pois assim você terá autonomia para decisões também a longo prazo.

5.    Não seja orgulhosa

Embora possa parecer um simples conselho, ele é muito mais que isso! É extremamente necessário que você saiba identificar o momento de pedir ajuda, e não importa para o que, seja um problema rotineiro operacional, ou mesmo financeiro.

A velha história do “prevenir é melhor que remediar” é recomendada quando gerenciamos um negócio próprio. Existe um amplo mercado de profissionais competentes e órgãos de auxílio para os empreendedores em geral. Você não pode desconsiderar as informações e consultorias desses(as) especialistas.

Além disso, a Internet tem ótimos blogs, como esse aqui, que oferecem dicas de organização para que o seu negócio prospere, e sua vida também é claro!

Você quer ter sucesso? Quer continuar a crescer? Abra sua mente e aceite o conhecimento dos outros, isso é ser sábia e prudente!

6.   Supere seus medos

E o que superar os medos tem a ver com planejamento? TUDO!

“Se tiver medo no momento de planejar, seus planos serão rasos, pouco desafiadores e muito previsíveis. ”

Ao superar suas inseguranças como uma mulher empreendedora, novas ideias surgem e o medo não trava sua criatividade e capacidade para planejar.  Criar um planejamento é muito mais do que organizar metas, é imaginar aonde sua empresa pode chegar, mas com planos concretos e que possam se sustentar ao longo da jornada.

7.    Defina suas estratégias

Você se lembra da dica de traçar metas? Depois de traçá-las é importante saber como vai executar cada uma delas.

Escolha um tipo de estratégia seja de ação, atração, o que for, mas que seja específico para o seu objetivo com a meta. Muitas vezes, mais importante do que ter a meta definida é saber como chegará a ela. E também saber escolher os talentos certos para guiar cada processo de execução.

8. Gaste com disciplina

 

Você acredita que o futuro lhe pertence, ou que tem outro dono?

Realmente você merece todos os benefícios que o dinheiro pode comprar, mas para quem deseja uma vida planejada, poupar é essencial. Por isso, economize para que sua riqueza financeira se perpetue e assim possa prover tranquilidade para o seu futuro, e daqueles que dependem de você.

9. Invista em você

 

Ser uma mulher empreendedora também exige evolução, e em todos os níveis, principalmente para desempenhar cada vez melhor o seu papel. Não importa se o seu negócio é pequeno, ou mesmo que sua meta não seja dominar grandes mercados, é preciso acompanhar as tendências e isso inclui se aperfeiçoar.

10.Faça um mapa de todos os seus objetivos

 

Um pouco mais complexo que o planejamento financeiro, o planejamento da vida, exige o entendimento e a compreensão de onde deverá focar suas energias.

Mas, não existe futuro promissor onde a vida pessoal e a vida profissional não andem em sintonia. As mulheres empreendedoras têm as várias nuances da vida simultaneamente em um único contexto: são mães, namoradas, noivas, cozinheiras, donas de casa, etc., situação determinante quando o assunto é planejamento.

Por isso, não esqueça que tudo o que pensar para si deve estar dentro da sua realidade. Agir com coerência, planejando e conquistando no âmbito profissional é também levar a vida com mais sutileza, menos ansiedade e preocupações, e vice-versa. Quem planeja enxerga o futuro com os olhos da alma, pois se sente capaz e forte para prosseguir.

Viu só como é importante receber dicas de organização?

Coloque suas ideias em prática, mas com planejamento e faça parte do grupo de sucesso que mais cresce no Brasil e no mundo: as mulheres empreendedoras!

 

Anúncios

O poder da mulher empreendedora

Dia 19 de novembro é um dia para celebrar. Com o intuito de promover o empoderamento feminino e de inspirar todos(as) que se dedicam a buscar condições melhores de vida e de trabalho e de vida para mulheres, a ONU lançou em 2014 o dia mundial do Empreendedorismo Feminino.

É sabido que o empreendorismo exige união em várias esferas pessoais, como criatividade, perspicácia e coragem. Mas, para uma mulher também existe a necessidade constante de provar que é capaz, que sabe o que deseja e onde quer chegar.

Para você ter uma ideia, atualmente, os negócios pertencentes (administrados) por mulheres, representam cerca de 30% das empresas dos EUA, sendo que 36%, impreterivelmente são lideradas por mulheres. Esses números crescem constantemente, e em todos os setores empresariais, tanto na área industrial como na prestação de serviços.

Mas ainda assim, os desafios maiores estão à frente!

Apesar de as mulheres empreendedoras estarem ganhando terreno em campos historicamente dominados pelos homens, ainda existem alguns onde estão menos propensas a possuírem negócios. As empresas de alta tecnologia e as de direitos de propriedade intelectual são ambientes desse tipo.

Ser uma mulher empresária é saber conciliar a vida nos vários âmbitos, e além disso é ter que também lutar para obter aprovação para financiamentos, por exemplo.

O lado positivo de todo o “contexto mulher empreendedora” é que os números, as receitas e as patentes continuam a aumentar, projetando e enraizando o poder feminino como agente econômico e social.

Mulheres empreendedoras – Veja como as mulheres estão mudando a face dos negócios

Em relação ao empreendedorismo, o Brasil comporta 31,1% de mulheres que empreendem.

Isso equivale a mais de 7,3 milhões de pessoas do sexo feminino que seguem com foco para gerenciar um negócio próprio.

Quem são essas mulheres?

No último levantamento do SEBRAE, identificou-se também que as mulheres jovens, mas de 40%, é que estão assumindo o perfil de empreendedora. A idade média foi de 34 anos, sendo que a maioria tem menos que isso. Fato que se traduz no forte crescimento da mulher empreendedora.

Já em relação ao mercado de trabalho, de forma geral:

No Brasil, existem 16% de mulheres em cargos de CEO. O patamar brasileiro está acima da média mundial, que é de 12% de mulheres ocupando cargos de presidência.

Entretanto, esse cenário ainda pode melhorar muito em busca da igualdade de condições, já que a mulher ganha cerca de 76% do salário dos homens. Nos cargos de gerência e direção, essa proporção vai para 68%.

Quanto mais alto o cargo e a escolaridade, maior é a desigualdade de gênero, ainda que as estatísticas mostrem que, na média da população, a escolaridade feminina é maior. A mulher tem oito anos de estudo, e o homem, 7,6 anos.

Outro ponto positivo é o crescente número de mulheres que buscam os cursos técnicos para se capacitarem, demonstrando que não existe mais limites para que mulheres se profissionalizem em áreas como automação, programação, setor têxtil, entre outras.

Marcos que promoveram mudanças para aumentar o número de mulheres empreendedoras

 Nas duas últimas décadas, o número de empresas de propriedade feminina aumentou 74%, mas, antes de olhar para a frente, vamos voltar um pouco no tempo e acompanhar essas mudanças:

  • Década de 1970 e 1980(período de recessão): a desaceleração econômica significava que mulheres na área corporativa eram, muitas vezes, as primeiras a serem demitidas de seus empregos. Então, muitas delas usaram seus conhecimentos para abrirem seus próprios negócios;
  • Década de 1990: a exposição aos computadores e a crescente popularidade da Internet deram um impulso muito necessário às mulheres nas empresas. Isso lhes permitiu ampliar a presença no mundo dos negócios e mostrar suas habilidades usando um fluxo mais amplo;
  • Década de 2000 (grande recessão): mulheres empresárias que sofreram a recessão de 2008 sobreviveram ao controlar e reduzir os custos das empresas. Usando a tecnologia para atrair novos negócios, eles aumentaram sua presença nas redes sociais em até 52%.

Mas como é o perfil da mulher atual, ou melhor, da mulher dos últimos 5 anos? Que projeção o “sexo frágil” assume no setor econômico do Brasil e do mundo?

As notícias são de fato animadoras, pois as mulheres estão à frente dos homens quando o assunto é criação de novos negócios. Além disso, atualmente, uma mulher empreendedora é mais propensa do que um empresário do sexo masculino a:

  • Ser pró-ativa no gerenciamento de suas habilidades: uma mulher é mais propensa a ler blogs relacionados a empresas, manter associações profissionais, seguir os contatos da empresa em mídias sociais, participar de aulas ou treinamentos pessoalmente;
  • Trabalhar de forma independente: é mais provável que se identifiquem como únicas proprietárias da empresa, em vez de terem sócios;
  • Alcançar um nível mais alto de educação: são mais propensas a se formarem em pós-graduação;
  • Manter o equilíbrio familiar: é mais provável que se sintam satisfeitas com a quantidade de tempo gasto com a família.

As empresárias do milênio estão interferindo nas empresas, criando produtos inovadores e, finalmente, mudando o mundo.

As mulheres empreendedoras conquista o seu espaço

Tornar-se uma mulher empreendedora exige muito esforço e dedicação, para:

  • Provar competências;
  • Conciliar todas as áreas da vida;
  • Conquistar espaço;
  • Saber lidar de igual para igual em situações desafiadoras;
  • Permancecer aprendendo, buscando qualificação.

No passado, as mulheres sentiram que tinham que incorporar características masculinas para serem bem-sucedidas, de certa forma “fazer adormecer o lado feminino para decisões”. Apesar de o aumento da quantidade de mulheres empresárias, de a diferença de gênero no empreendedorismo ainda ser ampla, hoje já se reconhece que os atributos femininos também são importantes e até mesmo ideais dentro da grande maioria dos contextos empresariais.

Muitos desafios para as mulheres empreendedoras

Uma questão subjacente e que impede as mulheres de serem ainda mais impactantes é a dificuldade em encontrar financiamentos.

As empresas pertencentes a mulheres recebem apenas 7% do capital de investimento em capital de risco, o que é altamente desproporcional em relação ao seu papel na economia. Além disso, as taxas de aprovação de empréstimos para mulheres empresárias são de 15 a 20% menos do que para homens. Claramente, algo não está certo.

O acesso ao capital é crucial para a trajetória de crescimento de qualquer pequena empresa. Com tantas mulheres empreendedoras que são capazes e dignas de confiança neste mundo, é vital para a sociedade como um todo garantir que elas tenham as mesmas chances que os homens têm.

É evidente que é necessário fazer um maior impulso para quebrar essas e muitas outras barreiras. Investidores, credores e outras empresas financeiras precisam de uma maior educação sobre o potencial das mulheres no mundo dos negócios. Precisam na verdade, se render às tendências mundiais, onde mulheres tomam a frente de negócios multimilionários ou mesmo com extremo poder.

Os números não mentem!

É claro que os investidores precisam de uma maior conscientização sobre como a discriminação impede oportunidades de progresso, não só para os outros, mas também para si mesmos.

Afinal, a mulher é a maioria, e essa maioria unida é que fará a diferença!

Para saber mais sobre o assunto, leia:

http://www.portaldaindustria.com.br/agenciacni/noticias/2016/03/numero-de-mulheres-empreendedoras-cresce-16-em-dez-anos/.

http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/cd949ce3599faa1e095bea15e2ac8ba5/$File/5861.pdf.

http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2017/03/empreendedorismo-feminino-cresce-34-em-14-anos.

Acompanhe  nossas mídias sociais:

Facebook (https://www.facebook.com/mulheresempreendedorasdosul/?fref=ts)

Grupo fechado (https://www.facebook.com/groups/mulheresempreendedorasdosul/)

LinkedIn (https://www.linkedin.com/in/blog-mulheres-empreendedoras-do-sul-722a66125)

YouTube (https://www.youtube.com/channel/UChybQSpSzMO6ZSsYrEahweQ)

Instagram (@mulheresempreendedorasdosul)

 

O que a extinção das espécies tem a nos ensinar sobre empreendedorismo? ou O dinossauro, o alce irlandês e o empresário com 50 anos de experiência

Outro dia vi na TV um comentarista dizer que estamos vivendo no Brasil a pior crise econômica em décadas. Para confirmar sua teoria, contava que viu um grande empresário (com 50 anos de experiência) dizer que estava sendo obrigado a fazer cortes profundos em seu negócio, e uma das causas era o fato de a Internet estar “engolindo” as lojas físicas do segmento em que atua. Depois daquele momento, eu fiquei boa parte do dia pensando naquilo: ora… se um “peixe grande” está em crise, todos estamos. Será mesmo? Não quero ser mal interpretada: não estou negando a crise. Mas, por outro lado, tenho acompanhado vários casos (não são um ou dois) de pessoas que estão faturando alto apesar da crise. E isso me fez lembrar da extinção dos dinossauros.
Entre as teorias que explicam a morte dos dinossauros, duas se destacam. Uma delas afirma que foi a colisão de um asteroide com a terra que dizimou não só essa espécie, mas todos os vegetais e animais. A outra afirma que alterações climáticas anteriores ao evento do asteroide já tinham exterminado com eles. Independentemente de qual esteja certa, ambas concordam no sentido de que foi um evento externo que causou a extinção. Em palavras bem simplistas, os dinossauros “foram pegos de surpresa” por uma cenário novo.
Você já deve estar prevendo as relações que vou fazer nesse texto. Sim! Assim como os dinossauros “não imaginavam” que um evento sobre o qual não tinham nenhum controle acabaria com eles, também os profissionais das mais diversas áreas (não só os empresários) estão sendo surpreendidos e muitos deles “engolidos”. Há portanto, uma massa de profissionais que (sinto dizer isso!) caminha para a extinção! Já é possível encontrar na Internet previsões de especialistas projetando o fim de algumas profissões em menos de dez anos. E não é só a venda online a causadora disso tudo. As “novas condições climáticas” são bem mais complexas: são as redes sociais, o compartilhamento de informação em tempo real, a praticidade do uso de dispositivos móveis… é o avanço da tecnologia na sociedade da informação e, como consequência, uma série de mudanças no comportamento do cliente.
Mas podemos mesmo dizer que a tecnologia é a vilã? Podemos mesmo dizer que se não fosse tanta novidade estaria tudo bem? Olha.. até poderíamos, mas seria insensato afirmar isso, afinal de uma forma ou de outra todos nós nos beneficiamos, e também porque de nada adiantaria culpar A ou B. Assim como o asteroide ou as mudanças climáticas, as mudanças que a tecnologia provoca em escala global estão aí para ficar. Não podemos negá-las ou impedi-las. Então, já que o problema não é a tecnologia, qual é o problema?
A meu ver, um dos problemas (veja bem, a situação é complexa) está na visão de mundo que herdamos das gerações passadas. Nossos avós e pais foram educados em um mundo em que as mudanças aconteciam de maneira muito mais lenta. Então uma pessoa arranjava um emprego, ou decidia se dedicar a determinada atividade/empresa, e passava a vida inteira fazendo a mesma coisa do mesmo jeito. Não é raro encontrarmos pessoas hoje idosas que resistem a mudanças e, para isso, usam o argumento “mas a vida toda funcionou assim, por que agora vai ter que mudar?”. Seu raciocínio está baseado na maneira como foram educadas e na maneira como levaram boa parte da vida. E as gerações mais jovens, de uma forma mais branda talvez, herdaram esse ponto de vista.
Assim, vemos pessoas hoje que pensam que, ao abrir uma loja, uma clínica, um restaurante, um escritório ou consultório, fazendo as mesmas coisas a vida inteira, terão sucesso garantido. Nada mais “jurássico” do que esse pensamento.
Uma pesquisa recente, realizada pela Endeavor Brasil (https://endeavor.org.br/) em parceria com o Ibope Inteligência, detectou que o déficit de conhecimento entre empresários brasileiros é uma questão a ser encarada com urgência (http://www.guiadografico.com.br/artigos/empresario-tambem-precisa-de-qualificacao). O que acontece, em muitos casos (para não dizer a maioria), é que os empresários preocupam-se em oferecer capacitações para seus colaboradores, mas não têm esse mesmo cuidado em relação a si mesmos, o que tem implicação direta e decisiva nos rumos que seus negócios irão tomar. Sem pensar em ampliar seus conhecimentos, em se atualizar, em se reciclar, torna-se cada vez mais difícil acompanhar as novas tendências não só do mercado, mas do mundo.
E são tantas as áreas envolvidas na gestão e que hoje requerem atenção especial: da visão de negócios à liderança, do relacionamento às finanças, e enfatizando principalmente comportamento do consumidor e posicionamento nas mídias sociais. Todas essas novidades encontram-se disponíveis em livros, em grupos de discussão e apoio, em eventos e em cursos, muitas vezes a um ou dois cliques de distância.
O que não se deve fazer (eu diria não se pode fazer) é ignorar todas as mudanças que estão acontecendo, sob pena de estar em extinção.
irish elk
Um bom exemplo disso, ainda fazendo analogia com espécies em relação à teoria evolutiva, é o alce irlandês. Era um animal grandioso, muito bem adaptado ao seu habitat, que viveu na Europa, norte da Ásia e da África na idade do gelo, e que migrou para a Irlanda no final das últimas fases glaciais.  Media 2,1 metros na altura dos ombros, e sua galhada chegou a medir 3,5 metros de uma ponta à outra. O que aconteceu com esse animal é que sua galhada, que tinha função primordial nos rituais de luta pela atenção da fêmea, foi crescendo demais com o passar do tempo. Quando as últimas fases glaciais chegaram, as dificuldades de locomoção tornaram-se imensas: curvado pelo peso da galhada, preso entre árvores, atolado em lagoas. O que o dizimou? Ele mesmo! Uma estrutura corporal que antes era extremamente útil, e que ajudou a promover toda a sua glória, diante de um novo cenário climático, foi responsável pelo seu extermínio.
Assim é o mundo dos negócios: uma experiência de sucesso de mais de 50 anos pode ser justamente o fator de derrocada diante de novos contextos, e de nada adianta ficar de braços cruzados lamentando. A mudança acontece sem pedir licença, não importa se você quer ou não, se você concorda ou não.  Esteja atenta! Busque conhecimento!

Amor, união, trabalho e sucesso: histórias de mães e filhas empreendedoras – parte 2

Chego ao salão no início do turno da manhã, no horário marcado Sou recebida com beijos, abraço e sorrisos por Viviane. Aos poucos, mãe e filhas vão chegando. Quando estão todas prontas, sou convidada a me dirigir junto com elas para a sala das noivas, pois lá teremos mais privacidade. Entramos todas na sala e nos sentamos. Quando olho, percebo uma sala cheia: mãe e quatro filhas, todas empreendedoras. Por um momento deixo a emoção me tomar, uma cena dessas é bastante rara, principalmente nos dias corridos em que vivemos. Rapidamente retomo o prumo, pois o trabalho espera a todas. Era hora de ouvir uma das mais lindas histórias de empreendedorismo que já conheci.

Ao trabalho!

Maria Helena Silva tem 75 anos e é uma das maiores cabeleireiras de Pelotas. No final da década de 1960, quando já tinha quatro de seus seis filhos (Gênova, Giane, Gengiscan, Gianelle, Viviane e Guilherme), ela queria aumentar a renda familiar. Como tinha habilidade no trato com os cabelos, em 1968, com a ajuda de amigos, abriu seu primeiro salão e começou a trabalhar.

À medida que os filhos foram crescendo, Maria Helena notou primeiramente em sua filha mais velha, Gênova, o mesmo dom para lidar com a beleza feminina. A filha, porém, seguiu o próprio caminho: fez faculdade, casou, teve filhos. Ela foi bancária, mas, como acompanhou a mãe desde criança, tinha total intimidade com o ofício de cabeleireira, por isso foi gradativamente assumindo funções no salão e também se profissionalizando através de cursos. Depois de algum tempo, resolveu abrir o próprio salão e, mais adiante, os salões se uniram e ambas trabalham juntas até hoje.

18361603_10212079376875274_271143657_n

Gianelle, Viviane, Giane, Maria Helena e Gênova

Depois de Gênova, foi a vez de Giane, Gianelle e Viviane também trabalharem no salão, que passou a chamar-se Maria Helena e Gênova Cabeleireiras. Gênova dá continuidade ao trabalho da mãe liderando a equipe de cabeleireiras, manicures, coloristas e escovistas. Ela sempre se interessou pela administração do salão, além da parte prática. Os cursos de aperfeiçoamento, bem como a participação em eventos e concursos estaduais e nacionais, contribuíram para a remodelação do negócio. Gênova também fez parte da Associação dos Cabeleireiros de Pelotas (ACAPel), quando passou a se envolver com profissionalização. Atualmente, ela ministra cursos em diversas cidades do estado.

Giane trabalhou por oito anos como bancária. Também trabalhou no salão como manicure. Nessa época, produzia arranjos florais e vendia para as clientes, bem como fazia pequenas produções para festas. Aos poucos, ela foi descobrindo uma nova habilidade, o que a levou a abrir uma floricultura, negócio que manteve por dez anos. O passo seguinte foi se especializar em decoração de festas, ramo em que atua há dezenove anos. Há aproximadamente sete anos, Giane convidou outros profissionais da área de eventos para fazerem parte de um espaço compartilhado. Lá, o cliente encontra todos os profissionais necessários para a realização de um evento.

Gianelle também trabalhava como bancária até que, durante a licença maternidade, começou a trabalhar como manicure no salão. Essa experiência levou-a a pedir demissão para passar a trabalhar com a mãe e irmã. Ela gosta muito da interação com as clientes, pois elas vão se tornando amiga, e também gosta de ver as mulheres vibrando ao se enfeitarem. Gianelle trabalha no salão há 27 anos, e lá também vende joias e roupas. “Me sinto os olhos e ouvidos de Maria Helena e Gênova, pois sou a responsável pelo salão quando elas não estão presentes”, afirma.

Viviane sempre foi muito vaidosa. Quando criança, era enfeitada pelas irmãs. Começou a trabalhar com elas aos 25 anos, como auxiliar de cabeleireira, fazendo escova, química e tratamentos capilares. Por um ano e meio fez cursos e trabalhou em São Paulo (no salão Studio W, um dos maiores daquela cidade) e, quando voltou para Pelotas, trabalhou mais 10 anos no salão. Em paralelo, Viviane trabalha em sua grande paixão, a mais de 20 anos que é a organização de eventos. Há um ano, em sociedade com o marido, inaugurou uma loja da franquia Óticas Carol. Mesmo dedicando-se à ótica, Ela continua trabalhando e se dedicando aos eventos.

O gosto pelo empreendedorismo está mesmo no sangue das mulheres da família. Prova disso é o fato de que a terceira geração já está empreendendo. Elena Streliaev, de 24 anos, filha de Viviane, trabalha como maquiadora. Em relação à maquiagem, Elena começou como uma autodidata, pois gostava muito de estar bem maquiada.Em dado momento, quando Elena tinha 19 anos, devido a uma situação de emergência, o salão precisava de uma maquiadora. Elena se prontificou a ajudar. Hoje muitas clientes fazem questão de serem atendidas por ela.

18386793_10212079377795297_479111907_n

Maria Helena e sua neta Elena

O legado de Maria Helena para as filhas certamente é o amor ao trabalho, que se traduz em comprometimento, pró-atividade e responsabilidade perante as clientes. Segundo Maria Helena, “com amor e prazer no que se faz, o negócio tem muito mais chances de dar certo. É preciso gostar e investir”. Viviane afirma que tudo o que ela aprendeu no salão com a mãe e as irmãs se reflete em seu trabalho como organizadora de eventos e também na ótica. Ela destaca que sua mãe sempre foi uma pessoa bem disposta, pois, apesar de eventualmente estar com algum problema ou mesmo doente, ela está sempre arrumada e bem humorada, sempre preocupada em dar o seu melhor às clientes, e isso é um grande exemplo. Sobre a mãe, ela Já Giane, fazendo uma retrospectiva de vida, pondera:

“O amor pelo trabalho nos leva a lembrar de situações muito antigas, mas também muito importantes para nós todas; Lembro que nossa mãe vendeu a geladeira para comprar a cadeira para o salão e outros materiais necessários para começar a trabalhar. Lembro também que, quando pequenas, eu e Gênova já ajudávamos: subíamos em um banquinho para termos altura suficiente para colocar rolinhos nos cabelos das clientes… aquilo acabava sendo uma divertida brincadeira. Hoje, nossa família é referência de união e isso é uma grande responsabilidade.”

Ao final do encontro, saio de lá encantada com tudo o que ouvi e inspirada por aquela linda família de mulheres tão fortes e unidas. Espero ter conseguido minimamente traduzir o que vivi com elas nesse texto. Fica aqui o agradecimento a elas pelo tempo dedicado a contar essa história, assim como nossa homenagem toda elas como mulheres inspiradoras e mães que são.

Amor, união, trabalho e sucesso: histórias de mães e filhas empreendedoras – parte 1

Nara Palma da Silva foi bancária por dezoito anos. Em 2000, quando suas filhas Priscila e Bruna tinham quatorze e dez anos, respectivamente, Nara estava em busca de uma atividade mais prazerosa, que lhe permitisse ter mais tempo com a família e que também proporcionasse alegria às pessoas. Por algum tempo, questionou-se em relação a qual segmento de mercado havia carência em Pelotas. Ela queria construir algo que ajudasse a elevar a autoestima feminina.

Naquela época, um supermercado da cidade estava construindo um espaço interno destinado a pequenas lojas. Ao saber dessa oportunidade, ela sentiu-se muito motivada e resolveu mudar de carreira, pedindo demissão. Foi então que surgiu a Authentical, uma rede de lojas de acessórios femininos que atualmente possui três unidades físicas e uma loja virtual. A inauguração da primeira unidade foi um sucesso. Nara tem muito viva na memória a lembrança das reações positivas das pessoas ao entrarem no supermercado e verem a loja. “A ideia inovadora foi muito bem recebida pelo público, tanto que vendemos quase todo o estoque já no primeiro dia”, lembra.

As filhas, desde pequenas, acompanhavam o trabalho da mãe e por vezes sentiam falta de sua presença, pois o banco tomava muito tempo, o que fazia Nara sentir-se culpada. Como em casa tudo sempre foi compartilhado, as filhas receberam a ideia da loja de maneira extremamente positiva, porque o negócio permitiria que a mãe fosse mais presente. O movimento natural a partir daí foi o de que as meninas passassem gradualmente a companhar a mãe em suas atividades.

“Essa foi a grande lição de empreendedorismo que nossa mãe nos deu: de que com trabalho tudo é possível, de que podemos buscar qualidade de vida através do nosso trabalho,“ afirma Bruna, que formou-se em Administração de Empresas com ênfase em Marketing, além de ter cursado MBA em gestão empresarial e vários outros cursos voltados para o mercado online. Segundo ela, o convívio com a empresa começou no escritório, contribuindo com sugestões no momento das compras, e com isso trazendo um novo perfil de público para o negócio.

Atualmente, mãe e filhas trabalham juntas, adotando um modelo de gestão baseado na divisão de tarefas: Bruna cuida do Marketing, Nara cuida do setor financeiro, enquanto Priscila (que é nutricionista e divide seu tempo de trabalho entre o consultório e a empresa) é responsável pelo RH. Segundo Nara, o sucesso de uma empresa familiar depende de alguns aspectos chave: além da divisão de atribuições, é preciso muita conversa, sinceridade e respeito. “O segredo é não parar de evoluir nunca, é entender que o aprendizado é uma busca incansável, pois uma empresa nunca está pronta. É preciso estar sempre ajustando, planejando e inovando. E quando se gosta do que se faz, o trabalho nunca cansa.”

Em 2006, foi inaugurada a loja situada na Galeria Malcon; em 2013, a loja situada no Shopping Pelotas e em 2012, a loja virtual, tendo esta exigido da família grandes esforços para inserção nessa nova modalidade de negócios. O planejamento da loja virtual foi objeto do trabalho de conclusão de curso de Bruna. Hoje, vendem para todo o Brasil. Pensando em suas trajetórias, elas avaliam que o início foi difícil, pois ainda não havia referências a seguir, e que aprenderam com os erros, o que as levou a estudar muito para manterem-se atualizadas em um mercado em constante mudança.

Antes da criação da loja virtual, Bruna trabalhou por quatro anos no atendimento. O objetivo era compreender profundamente o funcionamento com base em seu pilar mais importante: o cliente.

“A Authentical participa de momento importantes da vida do cliente, como casamentos e formatura por exemplo. Por isso o atendimento é fundamental. Nós sempre primamos pelo atendimento com acolhimento e amor, de modo que a pessoa sempre saia da loja mais feliz do que entrou”, afirma Nara.

Como mãe, Nara se orgulha ao ver o quanto as filhas são guerreiras, o quanto são persistentes e vão em busca de conhecimento. Sobre a mãe, as filhas têm uma opinião comum: “Somos como ela. Não nos lamentamos, encontramos soluções. A mãe quis mudar para ter qualidade de vida, ela nos deu esse exemplo, e hoje nós temos uma postura bem positiva diante da vida e dos desafios”.

Empreendedoras de Pelotas e região participam de evento mundial de moda

Edição do Fashion Revolution conta com exibição de filme, feira criativa, exposição, palestra e mesa redonda

O movimento mundial Fashion Revolution, que iniciou em 2013, após o desabamento do edifício de confecções de moda Rana Plaza, em Bangladesh, que deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos, chega a Pelotas para pensar e inspirar um consumo mais sustentável e pergunta: quem fez minhas roupas?

A ideia de aderir ao movimento e criar o evento em Pelotas surgiu dentro do Curso de Design de Moda do IF-Sul (campus CaVG), através das professoras Frantieska Schneid e Camila Oliveira, ganhando força com a parceria de Aline Ebert (Brechó Nina Garimpa).

A programação é de três dias de atividades em lugares diferentes da cidade. Contando com sessão de cinema no dia 26 e coquetel de lançamento no dia 27.

O evento principal acontece no sábado, das 14 às 20h, no Parque Tecnológico de Pelotas, trará diversidade de atrações para quem ama moda, mas também para quem busca usá-la de forma mais consciente. Uma exposição ocupará o saguão principal, com brechós selecionados e marcas autorais da cidade. Já numa ampla sala lateral, estará participando também a Feira do Rolo Pelotas, focada em desapegos pessoais.

Às 15h, está marcada a Oficina “DIY Chocker” com Mania de Usar, além do lançamento da exposição “A mulher do fim do mundo” – projeto Recicla Moda (IF-Sul + SANEP).

Às 16h, acontece a palestra “Slow Fashion – consumo consciente ou greenwashing?”, com Carolina Souza, doutoranda da Universidade de Lisboa.

A mesa redonda “Por uma moda mais sustentável” está marcada para às 17h, com participação de pessoas que fazem e refletem sobre moda sustentável na cidade de Pelotas, com a mediação da professora Ms. Frantieska Schneid (Design de Moda/IF-Sul).

Além das atividades descritas acima, o evento contará com espaço de divulgação dos cursos de Design de Moda (IF-Sul e UCPel), food trucks, customizações, espaço photo booth e para encerrar pocket show com Garcez + Zilla Sonoro.

Letícia Costa Gomes, proprietária da Pitanga Crafts Acessórios (https://www.facebook.com/pitangacrafts/?fref=ts), é uma das empreendedoras pelotenses que participam do evento. Ela apresentará o projeto Novo Ciclo (https://www.facebook.com/projetonovociclo/), no qual dá continuidade ao seu trabalho de produção de bolsas e joias têxteis, porém produzidos a partir de materiais reutilizados. O projeto conta com o apoio de profissionais de outras áreas da moda que trabalham com costura e bordado.

leticia costa gomes

Letícia Costa Gomes

“A inserção do conceito de sustentabilidade na moda é um fenômeno que está acontecendo mundialmente. É preciso pensar sobre quem faz o que usamos, sobre como se produz e também sobre como as indústrias, especialmente as de fast fashion, estão tratando essas questões”.

O evento já conta com centenas de confirmados e interessados pelo link https://www.facebook.com/events/1540888382591133 Todos estão convidados a apoiar o movimento nas redes sociais usando as hashtags #fashionrevolution #quemfezminhasroupas #fashionrevolutionpelotas

Para saber mais sobre o Fashion Revolution em âmbito mundial, acesse http://fashionrevolution.org/

Empreendedoras inovam oferecendo produtos/serviços voltados para o público infantil

O ano de 2016 trouxe muitas novidades ao público infantil, pois empreendedoras locais, alinhando novas oportunidades a seus propósitos de vida, vêm se destacando no cenário regional. Nesse post, você vai conhecer três mulheres que vêm se destacando com ideias criativas, além de muita dedicação e amor pelo que fazem.

BIANCA STEINMETZ – BISCOITERIA FEITO ARTE

Bianca Steinmetz tem 37 anos, é advogada e bacharelanda em gestão ambiental pela UFPel. Ela trabalhava com advocacia até o nascimento de seu filho, Arthur, que atualmente tem 4 anos.

Quando Arthur nasceu, ela decidiu ficar em casa para dedicar-se exclusivamente a ele, e o fez por dois anos. À medida que o filho foi crescendo, Bianca começou a fazer bolinhos e biscoitos para o filho levar para o lanche na escola. O momento de produzi-los era muito prazeroso, pois o menino desde muito cedo já participava.

Aos poucos, os biscoitos começaram a chamar a atenção de professoras da escola, que fizeram as primeiras encomendas. Aos poucos, o produto por si só foi ganhando fama e as encomendas foram aumentando. Sob o ponto de vista de Bianca, o produto foi ganhando notoriedade porque uniu duas de suas habilidades: o gosto por cozinhar e a habilidade do desenho, de que tanto gostava desde a infância.

Em dezembro de 2016, ela criou no Facebook a página da Biscoiteria Feito Arte (https://www.facebook.com/biscoiteriafeitoarte/?fref=ts). O nome escolhido para a empresa faz jus aos biscoitos, que são cuidadosamente produzidos e decorados com motivos diversos, principalmente aqueles que agradam a criançada. Uma de suas especialidades é a produção de biscoitos decorados com logomarcas de empresas, excelente opção para presentear clientes ou fazer divulgação da marca em eventos. Além de biscoitos, a empresa também produz muffins e cupcakes, além de kits especiais em datas comemorativas, tais como Natal e Páscoa.

Bianca e as delícias da Biscoiteria Feito Arte

Como metas para 2017, Bianca pretende ampliar ainda mais produção, buscar lojas parceiras para a venda de seus biscoitos, além de começar a planejar a loja física.

Minha preocupação como mãe sempre foi oferecer para o meu filho produtos caseiros, de qualidade, algo não industrializado. A Biscoiteria está me permitindo fazer o mesmo para outras crianças e isso me alegra muito.

CAUANE PEREIRA DE VARGAS – KAKÁ BABY SITTER PELOTAS

Cauane Pereira de Vargas tem 27 anos e tem formação como professora de educação infantil. Sempre trabalhou com crianças. Durante 11 anos, trabalhou como recreacionista, como monitora em brinquedos infláveis e também na pré-escola.

Com a ajuda de uma amiga, certo dia criou uma página no Facebook para divulgar seu trabalho como baby sitter. À medida que ia atendendo algumas famílias, passou a ser cada vez mais indicada por pais. A divulgação, aliada às indicações, surtiu efeito rapidamente. Em pouco tempo, Cauane já estava com a agenda cheia e por isso acabava deixando de atender algumas famílias.

Foi então que, em novembro de 2016, ela teve a ideia de criar a Kaká Baby Sitter Pelotas, uma empresa de agenciamento de baby sitters (https://www.facebook.com/groups/260540547697211/?fref=ts). Funciona da seguinte maneira: os pais entram em contato com a empresa e podem solicitar baby sitter para um período de quatro horas ou de oito horas. As profissionais podem fazer acompanhamento das famílias em eventos, tais como casamentos e formaturas, além de oferecerem serviços como pintura em rosto, arte em balão, monitoras em brinquedos e recreacionistas.

KAUANE e parte de sua equipe

Em pouco tempo de empresa, a repercussão do trabalho foi muito grande. Atualmente, a empresa conta com uma equipe de 25 mulheres, todas com treinamento e experiência nos cuidados com os pequenos. Para selecioná-las, a empresária fez processo seletivo, no qual foram solicitadas referências e ficha policial, além de entrevista e análise do comportamento em redes sociais, cuidados esses que garantem maior segurança aos pais e suas crianças. As profissionais agenciadas têm passado por reuniões mensais para troca de experiências e capacitação. Cauane busca padronizar algumas condutas, garantindo que todas as baby sitters tenham uma postura ética no trabalho e compreendam as características de cada fase do desenvolvimento infantil.

Quando uma família entra em contato com a empresa e solicita pela primeira vez o serviço, Cauane procura indicar uma baby sitter que tenha o perfil mais adequado para aquela criança e para aquela família. Em geral, a baby sitter indicada volta a atender a mesma família em outras ocasiões, basta que a avaliação feita após o primeiro trabalho tenha sido positiva.

Cauane e sua equipe têm verdadeira paixão por crianças e esse certamente é o segredo do sucesso da empresa.

Trabalhar com crianças é uma constante lição de afeto, pois essa é a linguagem principal delas. Quando se constrói o afeto, todo o resto fica mais fácil e prazeroso, e para isso acontecer, para conquistar a criança, é preciso tornar-se uma criança.

THAYS OLIVEIRA BORN e CIBELLY OLIVEIRA– CASA DA PAPINHA

Thays Oliveira Born tem 32 anos, é química de alimentos, mãe de Manuela e sócia da Casa da Papinha. Ela trabalhava há seis anos como responsável técnica em uma indústria quando engravidou. Após o nascimento da filha, ainda durante a licença maternidade, Thays já tinha dúvidas sobre o seu retorno ao trabalho.

Por sugestão de seu pai, Thays começou a pesquisar sobre produção de alimentos para bebês. Thays decidiu então intensificar seus estudos, e investir toda sua energia na Casa da Papinha (https://www.facebook.com/CasadaPapinha01/?fref=ts). Para tanto, constituiu sociedade com sua irmã, Cibelly Oliveira, de 37 anos, formada em Administração de Empresas e Educação Física.

Cibelly Thays Manu e os produtos da Casa da Papinha

Thays e a irmã estudaram muito, se prepararam por dois anos, buscando inclusive outros profissionais, tais como nutricionista e psicóloga para dar suporte à empresa, que está em funcionamento há 8 meses. O objetivo é fornecer alimentação saudável, produzida artesanalmente, mas dentro das especificações exigidas pela legislação (ex.: temperatura, controle de qualidade e rotulagem contendo informações nutricionais) para crianças a partir dos 6 meses. O cardápio está dividido por fases correspondentes à idade da criança. As opções são alimentação completa (ex: contendo todos os grupos de alimentos que a criança precisa) e  acompanhamentos (ex.: feijão, lentilha, molhos). Além disso, as sobremesas saudáveis fazem parte do cardápio (ex.: purês de frutas e picolés), todos os produtos são desenvolvidos preferencialmente a partir de ingredientes orgânicos. O público consumidor é atendido através de delivery.

Neste momento, a empresa desenvolve o Projeto Páscoa Saudável, no qual os produtos que integram a cesta são sem açúcar, sem leite e têm como base a alfarroba e frutas secas. Também tem como projeto em breve disponibilizar às mães visitas ao local de produção e uma maior acessibilidade para as mamães adquirirem os produtos.

Entretanto, o propósito de Thays e Cibelly vai muito além de seus produtos, é dar suporte e trocar experiências com as mães e pais sobre alimentação saudável e balanceada, estimulando a memória sensorial e também desenvolvendo uma relação de confiança com as famílias. “A Casa da Papinha é minha aposta de vida, faço tudo com amor”, afirma Thays.

Eu me descobri outra pessoa com a maternidade e amo o desenvolvimento de produtos saudáveis. Minha filha é a inspiração para tudo o que faço. Poder fazer para ela e também ajudar outras mães é uma grande satisfação.

O trabalho destas empreendedoras mostra como é possível inovar em uma área com características tão específica. Em breve, vamos trazer até você outros cases de mulheres que estão inovando com produtos e serviços na Região Sul.

Acompanhe  nossas mídias sociais:

Facebook (https://www.facebook.com/mulheresempreendedorasdosul/?fref=ts)

Grupo fechado (https://www.facebook.com/groups/mulheresempreendedorasdosul/)

LinkedIn (https://www.linkedin.com/in/blog-mulheres-empreendedoras-do-sul-722a66125)

YouTube (https://www.youtube.com/channel/UChybQSpSzMO6ZSsYrEahweQ)

Instagram (@mulheresempreendedorasdosul)

PILARES EMPREENDEDORES. Sobre onde encontrar força para empreender 

 

Para Mulheres Empreendedoras do Sul

por Paula Quintão 

A força do empreendedorismo está em sairmos de um ponto e alcançarmos o outro, em realizarmos uma jornada de realizar um sonho, uma meta, um objetivo, uma vontade. Para que algo se torne real, nós criamos movimentos, nos enchemos de força, preenchemos os caminhos com ação.

Esse é em profundidade significado de empreender e nós mulheres temos um brilho no olhar, que posso chamar de coração abastecido de sonhos. Temos um impulso de realização muito intenso e desde sempre somos empreendedoras das nossas vidas, desde épocas em que os homens saíam a empreender caçadas mundo afora estávamos a cuidar do ambiente doméstico, do crescimento e desenvolvimento da sobrevivência dos nossos filhos, a colocar comida na mesa para agregar as pessoas da família em torno das refeições. Estávamos a empreender.  

Acredito que se nos debruçamos sobre a história do desenvolvimento da agricultura, criando uma dinâmica em que nos estabelecemos em um lugar, deixamos de ser nômades e passamos inclusive a dominar com muito mais força o uso do tempo, vamos encontrar as mulheres por trás dessa iniciativa que têm sua força no cuidar, no plantio, e na manutenção da estrutura familiar, pois com a agricultura os homens podiam estar mais próximos de casa. 

A força da mulher está presente no cultivo, no arar a terra, no estabelecer bases sólidas. Essas são características que o sagrado feminino que nos habita, uma força que tem paciência em esperar florescer, em não apressar os tempos que são da natureza e em criar formas de reunir pessoas para dar afeto e receber afeto. Nós, mulheres, desde sempre estamos a empreender longas e virtuosas jornadas talvez pouco narradas pela história do homem, mas muito percebidas quando alguns episódios da história. 

Acontece que o termo empreendedorismo passou a ser direcionado quase que exclusivamente para o mundo dos negócios, um mundo que por anos e anos foi dominado pelos homens. E com isso perdemos a percepção de nossa força de participação, nossa atuação, nosso papel. Com isso, nos esvaziamos de força para empreender. Uma força que pode ser encontrada em três pilares. 

Sinto depois de anos empreendendo meu negócio e a perceber que desde sempre estou empreender a minha vida, que a força vem de muitos pontos, mas principalmente de alguns pilares e neles estão o autoconhecimento que nos leva à percepção no nosso valor próprio, do nosso poder pessoal e da nossa singularidade. Um outro pilar está na conexão com o feminino, que nos permite o plantio dedicado, o respeito aos tempos da colheita e também com a força que encontramos em grupos de mulheres. Aí, um grupo como o Mulheres Empreendedoras do Sul cumpre o papel e nos dá essa base lindamente. Um outro pilar está na conexão com o masculino que nos habita, que dá força de ação e realização

Em nosso evento presencial falarei mais sobre cada um desses pilares e das bases que nos fortalecem para o empreendedorismo, tanto de nossos negócios como da nossa vida. Estou em Pelotas para nos aprofundarmos e mergulharmos ainda mais profundamente nesses aspectos, o que é uma alegria. Dia 23 de marco nos promete uma noite muito especial. 

Com carinho,

Paula Quintão

Para participar do evento “Empreenda sua vida: mude sua história”, acesse https://www.sympla.com.br/empreenda-sua-vida-mude-sua-historia__115019

Para conhecer mais sobre o trabalho de Paula Quintão, acesse http://paulaquintao.com.br/

23/03/2017: você tem um compromisso nessa data!

Há quase 100 anos, no dia 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Porém, nós do Grupo Mulheres Empreendedoras do Sul acreditamos que um dia apenas é pouco para comemorar quem somos e nossa importância para a sociedade, por isso resolvemos planejar atividades comemorativas durante todo o mês de março. Hoje gostaríamos de te contar especialmente sobre duas delas!

Estamos fazendo a segunda edição da campanha “Com que bolsa eu vou?”, que foi um sucesso no ano passado. A campanha tem como propósito convidar a mulher a separar uma bolsa sua em boas condições de uso, “rechear” a bolsa com itens que todas nós gostamos (vale esmalte, maquiagem, carteira, lixa de unha, espelho, prendedor de cabelo, etc) e escrever um recadinho carinhoso para a destinatária do presente. Nossa ideia é a de que a mulher que receber a bolsa sinta-se motivada a seguir em frente o seu caminho, sabendo que existem outras tantas mulheres dispostas a se ajudarem mutuamente. O Grupo Mulheres Empreendedoras do Sul, em parceria com a Prefeitura Municipal de Pelotas, se encarregará de fazer a entrega das bolsas arrecadadas para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Na ocasião da entrega, acontecerá um evento planejado com muito carinho para elas, levando informação, esclarecimento, promovendo a autoestima e encerrando com a entrega das bolsas.

Além de ser uma oportunidade única para você impactar positivamente a vida de alguém sem precisar de muito esforço, é uma ocasião para que possamos fazer um faxinão nos nossos pertences e repassar o que temos em condições de uso, mas não temos mais interesse em usar, para pessoas que realmente estão precisando. Gostou da ideia? Os postos de arrecadação serão as secretarias de Cultura, Educação, Assistência Social, Saúde, Habitação e Segurança, bem como no Paço Municipal (confira os endereços clicando aqui) e estarão recebendo as doações entre os dias 01 e 31 de março. Para maiores informações, acesse e divulgue nosso evento no Facebook (clique aqui).

Nossa grande atividade presencial do mês de março será no dia 23/03/2017, por isso salientamos que você tem um compromisso nessa data!

Nesses últimos meses de caminhada, temos conversado com diversas mulheres, de várias idades, atividades e regiões, mas temos percebido em todas um sentimento muito forte: a busca por dar um sentido especial na sua vida e na sua história.

São mulheres querendo mudar suas vidas, suas famílias, suas carreiras e o mundo em que vivem. São mulheres como eu e como você, que trazem no coração uma necessidade de fazer a diferença e não ficar apenas assistindo aos dias passarem.

Pensando nesse sentimento, preparamos uma noite incrível para todas nós. Uma noite que reúne espaço para networking, mas também momentos de reflexão e aprendizado. As atividades terão início às 17h, com a nossa tradicional troca de cartões de visita, conforme acontece mensalmente em nosso evento Diversas. No mês de março as ações estarão todas unificadas nesse mesmo dia, a fim de congregarmos o maior número possível de mulheres empreendedoras da cidade e da região. Após esse espaço, passaremos ao momento das palestras. Às 19h começaremos com uma mesa redonda, conduzida pelas quatro responsáveis pelo Grupo Mulheres Empreendedoras do Sul, falando sobre a importância de as mulheres se organizaram em rede, com o tema “Rotas para mulheres empreendedoras”.

Logo após, a coach e especialista em negócios femininos Renata Werner irá abordar os negócios femininos no mundo digital: “A Internet como sua ferramenta de realizar sonhos…”. Renata Werner é porto-alegrense, Coach Especialista em Negócios Digitais Femininos, certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, Graduada em Administração de Empresas e absolutamente apaixonada por marketing digital, e que desenvolveu seus programas de desenvolvimento “Mulher StartUP!”, inspirando mulheres a descobrirem seu potencial empreendedor, a utilizarem seus talentos únicos para criar um negócio com significado e alinhado ao seu estilo de vida, valendo-se do poder da Internet para impactarem mais pessoas e serem donas do seu próprio tempo. Ela já esteve conosco em um workshop online no ano passado, intitulado “Como manter-se motivada na vida e nos negócios” (para assistir novamente, clique aqui).

Para encerrar a noite, teremos uma presença muito especial conosco: a escritora e empreendedora Paula Quintão, destacando o papel da mulher no mundo e sua forma de empreender em diferentes esferas: “Sobre nós Mulheres e Sobre ser Possível Empreender Nossos Sonhos, Nossos Negócios e Nossas Vidas”. Paula Quintão é mineira, escritora e empreendedora. Criadora da Escola de Rumos, da Editora Suban A Los Techos, do Portal Coragem para Empreender. Mestre em Ciência da Informação. Doutora em Sustentabilidade. Mãe da Clara. Autora de Para Sempre Um Novo EU (2012), mais de 5 livros digitais, e Caminho Que As Estrelas Me Viram Cruzar (2016). Para conhecer a Paula, assista ao vídeo que ela fez convidando a todas para esse dia especial (clique aqui) e acesse o site (clique aqui).

Nossa noite mágica será realizada no Pelotas Parque Tecnológico (Av. Domingos de Almeida, 1785 – Pelotas/RS), que é um grande apoiador das ações do Grupo Mulheres Empreendedoras do Sul. O evento também é realizado em parceria com a InCompany Soluções Empresariais, nosso patrocinador master. A InCompany Soluções Empresariais atua há 7 anos no mercado de Pelotas e Região, prestando serviços com qualidade e comprometimento na área de Gestão de Pessoas. Seus principais serviços são recrutamento e seleção de pessoal, avaliação psicológica, agente de integração de estágios, consultoria em gestão de pessoas, financeiro e processos. O time de profissionais da InCompany é composto basicamente por mulheres, que possuem competência e foco em proporcionar resultados satisfatórios para os clientes. Para conhecer mais sobre a empresa, acesse o site clicando aqui e conheça a página no Facebook clicando aqui.

Para adquirir ingressos para nosso grande evento, acesse esse link. Convide suas amigas e fique por dentro das informações acessando nosso evento no Facebook (link aqui).

Incrível, não? Contamos com sua participação para que o nosso mês da mulher seja um sucesso! Esperamos que você possa transformar seus sonhos em realidade e estamos aqui pra te ajudar nessa jornada. Faça sua doação para a campanha! Garanta sua presença no evento do dia 23/03!  Juntas somos mais fortes!

4 desafios que vão ajudar você a poupar em 2017

O início de um novo ano traz consigo muita vontade de fazer a diferença. Nas nossas listas de resoluções de final de ano, não raro constam ações como: “emagrecer 10kg”, “trocar de emprego”, “morar sozinha”, “economizar para comprar uma casa”, “viajar para tal lugar”. No fundo, nossas listas são carregadas de anseios de mudanças de hábitos que estamos carregando desde muito tempo, pois sabemos que precisamos nos livrar deles. Sendo assim, nada mais oportuno que um ano novinho, cheio de expectativas e possibilidades para que possamos nos encorajar a assumir novos compromissos com nós mesmas, que sabemos que podem impactar nossas vidas de modo grandioso. Na semana passada escrevi um post sobre elaboração de plano de negócios (clique aqui para acessar), que sugiro que você leia caso esteja na sua listinha algum item relacionado a trabalhar de forma autônoma, abrir um negócio ou trocar de profissão. Precisamos nos preparar para os objetivos que almejamos para 2017, certo?

No post dessa semana, gostaria de abordar um assunto que geralmente faz parte das nossas preocupações diárias (e se não faz, deveria fazer!): o hábito de poupar dinheiro. Esse é um comportamento que geralmente se faz necessário para atingir as metas que colocamos na nossa listinha de resoluções para o ano que se inicia. Quando se trata de economizar, observamos que, para algumas pessoas, isso é um comportamento natural. Elas são ligadas no valor do dinheiro e geralmente avaliam na hora de comprar alguma coisa qual o impacto aquilo terá no seu orçamento, eventualmente deixando de comprar algo quando percebem que pode ter impacto, mesmo que seja em longo prazo. Por outro lado, algumas pessoas têm sérias dificuldades com planejamento financeiro. São influenciadas por necessidades mais imediatas e caem facilmente nas armadilhas de compra por impulso, o que, caso aconteça repetidamente, pode comprometer planos futuros.

Historicamente, sabemos que o brasileiro tem uma cultura de não ter um bom relacionamento com o dinheiro quando o assunto tem a ver com poupar, investir, consumir e tomar crédito.

Os profissionais de marketing e do mercado financeiro também sabem disso, o que nos coloca muitas vezes em situações difíceis! Somado a isso temos expressivos índices de desemprego, salários baixos e produtos da cesta básica de consumo altamente influenciados pela inflação, o que realmente torna o cenário um pouco complicado.

Levando em consideração todos esses fatores, o blog Mulheres Empreendedoras do Sul traz quatro opções práticas, em forma de desafios, que podem lhe ajudar a poupar em 2017. Desafios são exercícios autoaplicáveis que convidam você a mudar hábitos e que vem ganhando espaço no universo online. Na internet é possível achar desafios para emagrecer, fotografar, comer melhor, para comemorar aniversários de namoro, e, porque não, para E-CO-NO-MI-ZAR. Apresentamos hoje aqui quatro desafios para suas finanças pessoais, que mais do que a economia em si ou a concretização de um sonho, vão te ajudar a ter mais disciplina, autocontrole e melhorar sua relação com o dinheiro. Vamos adiante?

1) Pote dos sonhos

pote-de-dinheiro1

O pote dos sonhos é indicado para iniciantes nas práticas de economizar dinheiro. É bem simples, e pode ser bastante motivador com o passar do tempo. Sugere que você separe um pote (não muito pequeno, seja confiante na sua capacidade!), identifique-o como “pote dos sonhos” (o apelo visual faz milagres no nosso cérebro, podem acreditar!) e periodicamente faça um pequeno sacrifício deixando de comprar algo e “depositando” o dinheiro no pote. Isso vai de coisas bem pequenas, como por exemplo, deixar de comprar uma garrafinha de água mineral quando está na rua se pode carregar sua própria garrafinha consigo ou passar em algum local e tomar água sem custo. Esse valor, ao chegar em casa, deve ser depositado no pote dos sonhos. Estou aqui falando de água mineral para exemplificar o quanto pode ser simples, mas eleve seus níveis! Aplique isso a jantares, roupas, sapatos, ou qualquer outro item que seja o seu “calcanhar de Aquiles” quando se trata de consumo.

O nome “pote dos sonhos” tem a ver com a ideia de separar uma quantia para realizar seus sonhos. Se você já tem algo em vista, como uma viagem, um mobiliário, um evento, identifique-o no rótulo do pote, como, por exemplo: “pote dos sonhos para a viagem de Cancún”. Vale colar imagens, frases, fotos… seja criativa no uso de recursos que podem te motivar a cumprir esse compromisso!

2) Desafio do 1%

O desafio do 1% também é indicado para iniciantes, porém com uma proposta um pouco mais elaborada do que o desafio anterior do pote dos sonhos. Convida você a poupar 1% do seu salário bruto a cada mês, acrescentando 1% a esse montante no mês seguinte. Vejamos o exemplo a seguir, considerando o salário mínimo nacional de R$ 937,00, que passa a valer a partir de 01/01/2017:

desafioumporcento

Note que a cada mês a conta do valor a ser economizado é feita em cima do próprio valor bruto, não do valor acumulado. Se você achar que poupar 1% do seu salário bruto é um desafio muito grande para o seu momento financeiro, flexibilize a ideia e poupe 1% do valor líquido do seu salário. Porém não caia na armadilha de ser complacente consigo mesma. Muitas vezes desafiar os seus limites pode trazer ótimos resultados não somente no desafio em si, como na sua forma de pensar e agir em relação à vida.

3) Desafio das 52 semanas

O desafio das 52 semanas também é uma opção bem prática para quem deseja se iniciar nos hábitos de poupar. A proposta é que para cada uma das 52 semanas do ano, um valor seja poupado e essa referência seja progressivamente acrescida.

Acompanhe o exemplo a seguir:

Desafio 52 semanas.png

Note que, em janeiro, os valores semanais serão baixíssimos. Para começarmos agora, na primeira semana de fevereiro, que é a quinta semana do ano, precisamos recuperar as semanas passadas reservando um valor de R$ 15,00. Não é nada impossível; em termos práticos, basta deixar de comer um lanche e já recuperamos o tempo perdido no desafio!

Porém, assim como no desafio do 1%, leve em consideração que quanto mais o final do ano se aproxima, maiores serão os valores investidos semanalmente/mensalmente. A proposta é ir aumentando o nível progressivamente, a fim de que o hábito de poupar também possa ir desafiando sua capacidade. Prepare-se para não abandonar os desafios apenas por falta de organização pessoal, pois isso pode gerar uma frustração na sua capacidade de poupar e uma descrença em repetir a ação no futuro.

4) Desafio “Crie seu próprio FGTS”

Esse desafio tem apelo especial para as empreendedoras que não recebem salário fixo nos termos da CLT. Muitas vezes o sentimento de que é uma desvantagem não ter seu FGTS para os tempos de necessidades futuras está presente nessas empreendedoras. Primeiramente, gostaria de dizer que, na minha opinião, o FGTS só é visto no nosso país como uma grande vantagem por não termos a cultura de poupar. Sendo assim, o governo promove essa poupança forçada, que tem rentabilidade muito baixa (você já parou pra pensar quanto rende o FGTS?), porém, a ideia de “receber” um montante acumulado de dinheiro em algum momento da vida se torna extremamente agradável à maioria dos brasileiros. Se estamos começando a nos inserir em conhecimentos sobre finanças e reconhecemos que a nossa inteligência financeira é diretamente proporcional ao nosso nível de satisfação na vida, devemos ter um pouco mais de cuidado nessas situações aparentemente “lucrativas”, principalmente levando em consideração de onde vem o dinheiro, quanto ele rende e quanto ele custa para você. Enfim, observações à parte, vamos ao desafio.

A ideia é que você reserve mensalmente exatamente a quantia de 8% do seu rendimento base mensal, assim como faria seu empregador caso você tivesse um. É um desafio um pouco mais ousado, requer mais autodisciplina, porém, se você já trabalha sem vínculo empregatício, significa que você já desenvolveu mais habilidades nesse sentido e que podem ser muito valiosas nessa ocasião. Para exemplificar, se você ganha R$ 1.000,00 por mês, deve economizar mensalmente R$ 80,00.

É uma alternativa interessante para quem não consegue se organizar para economizar dinheiro, e pode ser aplicada para outros benefícios da legislação trabalhista brasileira, como, por exemplo, o décimo terceiro salário. Desafie-se também a aumentar essa proporção, criando seu próprio benefício de acordo com sua disciplina e seus objetivos. O resultado pode ser surpreendente!

****

Note que a intenção dos desafios é fazer com que você cresça progressivamente no hábito de economizar.

Não encare o dinheiro mensal a ser guardado para o desafio somente como uma conta a ser paga, mas sim como um novo hábito que você está adquirindo, que é de guardar dinheiro para o seu “eu” do futuro.

Uma dúvida que é bastante comum é onde guardar esse dinheiro economizado. Algumas pessoas tem dificuldade com o hábito de ter dinheiro em mãos e não utilizar, e isso pode comprometer o atingimento da meta. O ideal é investir o dinheiro acumulado, porém saiba que a poupança, queridinha dos brasileiros, é uma das piores opções nesse sentido. Estude o assunto, consulte um profissional da área ou mesmo um amigo que entenda de investimentos e verifique outras formas de rentabilizar seu dinheiro guardado.

Caso não seja possível investir, guarde o dinheiro em um cofre chaveado, ou ainda de louça, que seja necessário quebrar para ter acesso ao montante. Deixe a chave com alguém de confiança, caso seu nível de autocontrole não permita conviver com a chave em uma gavetinha que você possa ter acesso. A única ressalva aqui fica para o desafio do pote, pois entende-se que enxergar visualmente o montante acumulado é motivador, uma vez que não há regras de valores previamente estabelecidos.

Sinta-se à vontade para criar novos desafios que façam sentido para você, dentro da sua realidade (e compartilhe conosco no nosso grupo fechado no Facebook! Clique aqui para o link). O importante é ter em mente que esse é um processo interno no qual você vai se conhecer, aprender a se controlar e planejar seu futuro. Ao longo da nossa vida, não é raro que não tenhamos a oportunidade de aprender a economizar dinheiro, o que tem grave consequências futuras (mamães, estejam atentas a esse aspecto em relação a seus filhos!). É possível que muitas pessoas só parem pra pensar nisso quanto a situação já está beirando a gravidade, e muito difícil será começar a agir. Economizar dinheiro é uma lição valiosa para a vida. Vamos juntas?