Empreendedorismo jovem: onde estão as mulheres?

Drieli Santos

Estima-se que a personalidade empreendedora – um jeito de ser – esteja presente em aproximadamente 3,5% da população mundial. Dados de pesquisa comparando países revelam que mais de 60% dos jovens brasileiros gostariam de empreender, e, destes, 84% veem o futuro com positividade e confiança no seu crescimento profissional. Já buscando conhecer o cenário brasileiro, pesquisas mostram que a faixa etária em que o empreendedorismo mais cresce é a de jovens adultos (dos 18 aos 24 anos). Isso mostra que o empreendedorismo deixou de ser apenas uma moda e passou a representar uma importante fonte de renovação e até mesmo de manutenção e crescimento da economia brasileira.

O Brasil vive um momento único, o cenário para empreender por aqui tem se mostrado promissor para a juventude. Por isso, cada vez mais se pesquisa sobre essa faixa etária, já que o empreendedorismo pode significar não só uma porta para a inclusão dos jovens no mercado de trabalho, mas principalmente uma fonte de desenvolvimento socioeconômico para o país. Além disso, o acesso à educação formal cresceu nos últimos anos, e a Internet tem possibilitado cada vez mais o autodidatismo. Vivemos conectados, estamos em rede o tempo todo. São inúmeros os eventos, congressos, conteúdos gratuitos na rede. Recentemente, surgiram até mesmo escolas especializadas em empreendedorismo, como é o caso da escola Meusucesso.com, que eu sugiro a você (https://meusucesso.com/ ).

Do ponto de vista dos jovens, o fascínio por empreender decorre de uma série de características: nasceram e cresceram em um mundo muito mais dinâmico e conectado, o que contribuiu para um perfil marcado pela busca de atualização constante e pelo dinamismo, ou seja, em geral o jovem já possui duas características muito valorizadas pelo mercado atualmente. Um estudo feito pela Universidade Estadual de Maringá (http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CadAdm/article/view/22811/12314) mostra que os principais fatores que contribuem para a atividade empreendedora entre jovens são:

  • Criatividade: a capacidade de buscar soluções inovadoras para problemas;
  • Contexto: a influência da família, de amigos e colegas em termos de interesses pessoais e afinidades;
  • Trabalho da família: como primeiro grupo social em que a criança está inserida, a família é o principal influenciador, principalmente quando se trata de assumir os negócios da família;
  • Nível de escolaridade: além de um perfil normalmente já predisposto à aprendizagem, o aumento no período de qualificação formal têm levado esses jovens a um aumento médio das capacidades cognitivas e a uma maior facilidade na identificação de oportunidades.

Empreender não é só colocar a mão na massa, mas fazer isto de maneira eficiente e prática. Apesar de o acesso a educação ter crescido, o jovem empreendedor ainda sofre com a falta de conhecimento para iniciar seu primeiro negócio, o que me faz refletir que o país necessita urgentemente de novas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo e o primeiro negócio dos jovens empreendedores, que incentivem e encorajem este jovem a ter uma nova perspectiva  e possam investir em seu próprios negócios. Em síntese, ser hoje um jovem empreendedor no Brasil é ultrapassar os desafios e a burocracia de um país que ainda não o vê como patrimônio, mas que será obrigado a descobrir a riqueza que tem em mãos.

QUAL O PERFIL DOS JOVENS EMPREENDEDORES?

De acordo com o CONAJE (Conselho Nacional de Jovens Empresários), a maioria dos jovens que empreendem no Brasil é do sexo masculino, tem curso superior completo e estão entre 26 e 30 anos. Esses jovens faturam até R$ 60 mil por ano e utilizam, na maior parte, como ferramenta de conexão com o mundo dos negócios, as redes sociais. O estudo mostrou ainda que, dos potenciais jovens empreendedores, ou seja, aqueles com interesse em empreender, 60% são do sexo masculino, 34% possuem idade entre 21 e 25 anos, 56% têm ensino superior e que a busca da independência é o principal motivo para optarem por investir na abertura de um negócio. A falta de dinheiro e de preparo são os principais motivos que os impedem de abrir uma empresa.

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http://conaje.com.br/projetos/pesquisa-conaje/ Continuar lendo

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