Sororidade em busca da saúde e do bem-estar: o Instituto Buquê de Amor

Sabe aquela história inspiradora?

Sabe aquela história que te faz acreditar que um mundo melhor é possível?

Sabe aquela história que te mobiliza e te deixa com vontade de também fazer algo para melhorar o mundo?

Eu conheci uma história dessas e quero te contar!

O Instituto Buquê de Amor

O Instituto de Promoção à Saúde da Mulher Buquê de Amor é uma ONG que tem por objetivo promover a prevenção ao câncer de mama, além de ajudar mulheres já diagnosticadas a enfrentar esse difícil momento da vida. O trabalho do Instituto teve início através das ações de Janice Santos, agente municipal de saúde e coordenadora do projeto, que, há pouco mais de três anos, teve a ideia de oferecer flores às mulheres durante as sessões de quimioterapia, proporcionando-lhes momentos de alegria. Para isso, recolhia flores e arranjos em festas, contando inicialmente com a ajuda de seu marido.

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Janice entregando flores a pacientes no hospital.

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Com o passar do tempo, Janice foi percebendo que poderia ampliar seu campo de atuação, pois era necessário ajudar ainda mais essas mulheres. Assim, passou a desenvolver outras atividades na busca da saúde o do bem-estar das pacientes. Com o passar do tempo, também foi necessário transformar o projeto em uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Sua ideia naquele momento era passar a obter apoio de empresas e órgãos públicos.

Como funciona?

Atualmente, Janice conta com uma equipe de 20 voluntárias – algumas que tiveram câncer e outras que simplesmente se sensibilizaram pela causa e resolveram participar – que trabalham em diversas frentes. A massoterapeuta Rosângela Ramos, por exemplo, é amiga de Janice e há dois anos viveu a angústia de acompanhar sua filha em uma bateria de exames, pois havia suspeita de câncer. “Felizmente, a suspeita não se confirmou, mas a situação me fez perceber a necessidade de ajudar essas mulheres”. Rosângela é uma das voluntárias que está à disposição para receber doações na Loja Vazia de Lenços e Perucas, que estará funcionando no Shopping Pelotas até 30 de outubro. Lá também estão à venda camisetas e outros produtos que ajudam a custear as ações.

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Na Loja Vazia de Lenços e perucas também estão `à venda outros produtos cujo valor reverte para os trabalhos do Instituto.

O Instituto também busca conscientizar as mulheres sobre a necessidade de realizar mensalmente o autoexame e, periodicamente, a mamografia. Para dar mais visibilidade à luta contra o câncer de mama, vem desenvolvendo uma série de ações. Dentre ela está o Calendário das Guerreiras, no qual 12 mulheres que lutaram ou estão lutando contra o câncer atuaram como modelos. Planeja-se também para o próximo domingo, dia 23, às 10h na Praia do Laranjal, o evento II Roseando Vitória Pelotas

Leia mais sobre o Calendário das Geurreiras 2017 em  Continuar lendo

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Quantos Ases você tem na manga?

Fiquei horas pensando no que escreveria nesta nova postagem, isso realmente é muito importante para mim, pensei em tantas coisas… Palavras como, felicidade, reciprocidade, amizade, resiliência, assertividade, autoconhecimento, empatia… Esses e muitos outros assuntos que quero tratar me surgem como possibilidades de produção para o nosso Blog, mas é preciso dar um passo de cada vez. Portanto, FOCO Daniela!! FOCO!

Como nessa semana tive o prazer de participar do II Seminário Caminhos e Desafios dos Profissionais da Educação,(link aqui) promovido pela Prefeitura de Pelotas, com uma Oficina intitulada AUTOCONHECIMENTO, decidi que esse seria um assunto a ser tratado agora.

O Tema da minha coluna é Vida e Saúde (da mulher), e eu o adoro, pois tem tudo a ver conosco. Nós mulheres, vivemos sempre em prol da promoção de vida e de saúde, nossa e dos que nos cercam.

Foi sobre isso que desbravei minha Oficina na última terça feira, AUTOCONHECIMENTO para promoção de Vida e de Saúde.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1946 definiu que Saúde é o um estado de completo bem-estar físico, mental e social, que não consiste apenas na ausência de doença ou enfermidade.” Bem, esse conceito sempre me intrigou bastante, como posso categorizar alguém como sendo saudável então? Será que existe alguém que goze de um estado de COMPLETO BEM ESTAR físico, mental e social? Em minhas palestras, dadas tanto nas áreas de Educação e de Saúde, sempre começo por este questionamento, é possível atingir tal estado de completude? 24 horas? 365 dias? Ininterruptos? Isso até me assusta!

E essa indagação me acompanha há anos, antes mesmo da minha formação em Psicologia… Faz um tempinho já! Sabe aquele ditado popular? “De perto, ninguém é NORMAL!” Pois é; se seguirmos ao pé da letra o conceito da OMS, veremos que de perto, ninguém é SAUDÁVEL!

Então, nessas minhas procuras por novos conceitos, novos saberes, encontrei um conceito que muito me agrada num Documento chamado Carta de Ottawa, escrito em 1986, fruto da 1ª Conferencia Internacional sobre Promoção da Saúde na cidade de Ottawa no Canadá, nele, consta que SAÚDE é “Um conjunto de ações voltadas para a prevenção de doenças e riscos individuais, considerando a influência de aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais sobre as condições de promoção de vida e de saúde.”

Agora sim, me sinto mais confortável em utilizar um conceito genuíno e em conformidade com a realidade da nossa condição HUMANA!

Chegamos ao ponto convergência do texto de hoje com a Oficina sobre AUTOCONHECIMENTO. Agora posso pensar de forma mais ampliada e ao mesmo tempo focada no papel que desejo cumprir no nosso Blog e na vida de tantas pessoas que possam ler nossos textos. Sobre o que pretendo trazer aqui.

Surpreendi-me com a Oficina, mas isso não é novidade, trabalhar com pessoas sempre me surpreenderá, muitas vezes a realizei e ainda muitas vezes vou realizar, e sempre me surpreenderei! Somos pessoas únicas e aí mora nosso encantamento enquanto SERES HUMANOS. Quando as pessoas percebem que nem sempre os conceitos ou nomes que damos pra tudo condiz igualmente para todos elas percebem sua INDIVIDUALIDADE. Não me encaixo em nenhum Rótulo! EU SOU o que sou porque sou fruto de TUDO que me fez até o presente momento, de minhas escolhas. E isso é lindo de ver acontecendo!

Por isso quis compartilhar esse acontecimento, pois pude mais uma vez vivenciá-lo.

Entre tantas coisas incríveis que aconteceram naquela manhã na Oficina, uma em especial me chamou muito a atenção, foram os 3 As trazidos por uma simpática  participante; AMAR, ACEITAR e APROVAR!   Eu logo converti os verbos para primeira pessoa: EU me AMO, Eu me Aceito e Eu me Aprovo? Houve um breve, mas profundo silêncio… e eu espero que esse silêncio esteja presente em sua leitura agora. Esses 3 As, citados pela colega estão muito presentes nas bases do AUTOCONHECIMENTO. Preciso me conhecer para me Aceitar, para me Aprovar e então me AMAR, com o que sou e com o que posso mudar.

Então, me lembrei lá mesmo de um Professor muito querido, um escritor da Pedagogia Moderna, João Beauclair que em 2010 escreveu: OS 7 As do Bem Estar e da Qualidade de Vida! AUTOCONHECIMENTO, AUTOESTIMA, AMIZADE, AUTOAJUDA, AUTOCONFIANÇA, AMOROZIDADE e ABERTURA.

Mas, “A vida não consiste em ter boas cartas na manga, mas sim em jogar bem com as que se tem”. (Autor desconhecido)

Encerro assim esse nosso encontro, com um convite, um convite a conhecer suas cartas, a se conhecer, um convite aos próximos encontros (textos), em que buscarei sempre excitar esses “Ases” que temos na manga, bem como todas as cartas que dispomos para o jogo da vida e que estão presentes em nossa busca por SAÚDE, Saúde plena de desejos que envolvem o EMPREENDER uma vida com qualidade e bem estar.

Daniela Marinho Sousa

15/04/2016

danintegrar@gmail.com

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Hoje é o dia de RECOMEÇAR?

Hoje, pensando sobre o que iria dividir com vocês, não conseguia me desvincular das reflexões que esses dias me trazem, especialmente hoje, que é Páscoa. Fico pensando em como esse dia é importante para mim e no seu verdadeiro sentido na vida. Renascimento, recomeço, liberdade são  as palavra que me veem.

Outro dia conversando com minha Amiga Estela, me emocionei ao contar pra ela sobre a primeira vez que vi e peguei meu filho mais velho no colo, houve um misto de sentimentos quase indescritíveis, pois ao mesmo tempo em que minha felicidade era imensa, também nascera em mim, naquele momento, um senso de responsabilidade e de vontade viver que é indizível. A sensação é de que eu não posso morrer até que ele, e agora eles, se tornem capazes de se cuidar sozinhos.  Então, preciso me manter viva e saudável para cuidar deles, até que eles possam deixar o ninho e construírem sua própria vida, que sejam autosuficientes e principalmente que SEJAM FELIZES.

Mas com o passar dos anos percebi que não bastava eu estar viva e saudável fisicamente, pensando assim eu seria apenas uma sobrevivente, manter-me viva não bastava para educar e tornar meus filhos adultos saudáveis e seres felizes, era preciso mais que gerar subsistência, era preciso VIVER. “Viver e não ter a vergonha de SER FELIZ…” Gonzaguinha não canta, viver e não ter a vergonha de estar feliz… e em todo enredo da letra ele fala das mazelas da vida e das escolhas que fazemos.

Assim, nós mulheres, com todos os problemas diários que vivemos estar feliz já seria uma grande coisa. Mas eu comecei a me incomodar com isso. Eu não me conformava em ver a felicidade e a vida que gritava dentro de mim se contentando com migalhas de felicidade, momentos felizes. Felicidade tem que SER parte de mim. Porque as mazelas, as tristezas, as angústias, as decepções, que todas iremos passar, isso sim devem ser momentos, eu me recuso ser uma pessoa infeliz passando por momentos de alegria. Quero SER uma pessoa Feliz que passará por dificuldades, tristezas, lutos, como todo ser humano, mas minha felicidade de vida, de luz, de desejo, de querer viver e não só sobreviver me dará força, coragem e fé para superar todo e qualquer sofrimento que vier ao meu encontro.

Bem, vamos por partes, sempre fui muito ligada a vida cristã, fui batizada, fiz eucaristia, fui até catequista e me casei na igreja católica por vontade e por crer fielmente no sacramento do matrimônio, definitivamente não o fiz para cumprir um papel social. E não me arrependo, apenas quero tentar mostrar o quanto podemos mudar e que os caminhos não são lá de muitas flores.

Muito tempo se passou e como já disse, muita terapia também, quando fui me conhecendo, me permitindo existir como Daniela em primeiro lugar, percebi que minha vida precisava mudar, afinal eu já havia mudado muito, o amadurecimento da legítima mulher balzaquiana me incomodava diariamente, não cabia mais na minha própria vida. Mas como mudar? E tudo que tinha sido e construído até ali?  E todas as promessas, todas as juras, todas as alianças, tantas e quantas amarras me prendiam àquela vida que não me pertencia mais? Como sair da zona de conforto em que o fictício estado de felicidade me protegia de tudo e de todos, mas não de mim mesma? Não da mulher que queria viver para criar os filhos para serem homens livres, de bem e felizes?

Quando me deparei com essa situação, tive que romper com muitas coisas, entre elas a “religião”, que tanto me fazia bem, estar presente nos movimentos da igreja sempre me fez muito bem e eu acredito que esses sentimentos nunca irão me abandonar, mas naquele momento eu estava vivendo uma “briga” ferrenha com Deus, estávamos debatendo muitas questões, como por exemplo, os compromissos do matrimônio, eu sabia que não seria fácil para eu aceitar que tendo feito uma promessa, não queria e não poderia mais “cumpri-la”, Ele (DEUS) sabia que meu juramento foi firme e sincero.  Após muitas conversas e noites intermináveis, em meio a tantos porquês e para quês, indo e voltando no tempo, nas argüições, ouvindo-me e assim O ouvindo atentamente, fazendo uma retrospectiva de tudo que tinha vivido até ali, vi que Ele nunca me pediu nenhuma promessa, vi que as escolhas eram minhas, que a coisa mais magnífica que possuímos na vida é o tal “livre arbítrio” , e que eu sou uma pessoa livre para fazer minhas escolhas, sabendo que sou igualmente responsável pelas conseqüências das mesmas (já dizia Pablo Neruda).

Se como Mãe, o que mais desejo para meus filhos é que se tornem Homens Livres e Felizes, porque como Pai, Deus pensaria diferente?

Deus (ou seja lá que nome Ele tenha para você) me ajudou muito a mudar o rumo da minha vida, Ele me apoiou em todos os momentos, me levantou muitas vezes, continuo sendo católica (não praticante como antes) mas nunca vou perder essa Fé que me sustenta, que me encoraja e me faz ver o Amor nas pessoas. A  cada nascer do sol, Ele me mostra que eu tenho uma nova oportunidade de RECOMEÇAR. E se não der certo de novo? Recomece!

Voltando ao início da minha reflexão sobre a Páscoa, sobre a festa da ressurreição, sobre o renascimento, é importante pensar como a história de Jesus, esse homem que Augusto Cury chama respeitosamente de Maior Psicólogo que já existiu, chegou a Páscoa, ele passou primeiro por 40 dias de deserto, de fome, de abstinência, sendo tentado a desistir, sabendo que passaria pelo calvário e pela crucificação, Jesus chorou, sentiu medo, pediu que aquilo fosse afastado dele, mas orou, falou com seu Pai e venceu pois  nunca esteve sozinho.

Esse foi o meu objetivo hoje, dividir com vocês minha reflexão de Páscoa, para que possamos introduzir o verdadeiro sentido da Páscoa na nossa vida diária, todos os dias o sol se põe, todos os dias vemos morrer uma oportunidade que tivemos, mas se olharmos com o olhar Pascal, veremos o NASCER do sol, veremos o raiar de um novo dia, o nascer de uma nova oportunidade de fazer algo diferente, de renascer, de sermos livres para fazer novas escolhas, ou voltar atrás se preciso for, mas que nos permitamos “VIVER sem ter a vergonha de SER FELIZ!” Todos os dias é dia de RECOMEÇAR! Todo dia é  de Páscoa! Ressuscite! Renasça! Se der medo, vai com medo mesmo! E se não der certo, lembre-se que amanhã, com amor, coragem e fé, o Sol vai te sinalizar que Ele vive, e porque Ele vive, eu posso crer no amanhã!

“Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser,
Sempre desejada por mais que esteja errada,
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte,
E a pergunta roda, e a cabeça agita.
Fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!”
Gonzaguinha

FELIZ PÁSCOA Todos os dias!

Daniela Marinho
27/03/2016

A Mão que carrega a bolsa!

Chegou o nosso dia! Dia Internacional da Mulher!

Com que bolsa eu vou?

Essa é a campanha de lançamento da nova fase do blog Mulheres Empreendedoras do Sul. Assim pensamos, nós cinco, Beth David; eu, Daniela Marinho; Érica Martins; Estela Santhiago e Renata Louzada, idealizadora do projeto. Somos as cinco “Meninas Super Poderosas”, contadas nos dedos, como se formássemos uma mão, dedos tão diferentes, mas tão necessários para compor cada movimento com o máximo de precisão e delicadeza possíveis! A mão que carrega a bolsa é aquela que se une às mãos das muitas mulheres que têm força, coragem e inteligências múltiplas, ainda que, por vezes, lhe falte alguém que lhes estenda uma Mão.

Esse é o nosso propósito: unir nossas forças, nossas experiências profissionais e pessoais para compartilhar tudo o que nos for possível, pois acreditamos que tudo aquilo que dividimos, em nós e no entorno, será multiplicado!

Começamos empreendendo socialmente. Nossa primeira campanha é diretamente voltada para A MULHER. Em Pelotas, existe uma casa de passagem para as mulheres que estão em situação de risco ou vulnerabilidade social, alem do centro de referência de atendimento à mulheres vítimas de violência. Sabemos, ou pelo menos podemos imaginar, o quanto é difícil recomeçar uma vida após uma sequência de agressões físicas e psíquicas. Pensar em empreendedorismo para essas mulheres soa quase utópico, pois elas estão em defesa da própria vida e de seus filhos. Nesse contexto, como disse a Renata Lousada, no post sobre procrastinação “o urgente se torna mais importante”. Exatamente por isso, essas mulheres precisam muito de uma mão estendida, necessitam se encontrar com elas mesmas, localizar-se e enxergar-se enquanto Senhoras de suas vidas e enfim, RECOMEÇAR! E o que pode ser mais significativo para uma mulher do que seu próprio corpo e o que ela porta consigo? Somos mulheres, quais as nossas necessidades? Roupa, alimento, trabalho, proteção, respeito, amor, cuidado, oportunidade, enfim, mas o que nos acompanha para sair de casa? Ora, não importa nossa classe social, o que desejamos ou necessitamos, nenhuma de nós sai de casa sem A sua bolsa, ela nos acompanha, está sempre conosco.

Mas sabem como é cabeça de psicólogo, né?! Comecei a me perguntar: o que trazemos nas nossas bolsas? Existem bolsas de todos os tipos: grandes, pequenas, com muitos detalhes ou mais discretas, com marca, sem marca, enfim, mas e o conteúdo? Aquilo que poderia inferir como produto de reflexão e mudança na vida dessas mulheres através de uma bolsa.

Decidi, então, me informar. Fiz uma enquete com mulheres de vários locais do Brasil, feita via WhatsApp mesmo, com as seguintes perguntas:

  • O que traz dentro da sua bolsa?
  • Por que você carrega isso?
  • E, por último, o que significa “sua bolsa” para você?

Desde já, reforço meu agradecimento a todas que me responderam e agora as convido, caras leitoras, a se fazerem essas perguntas. Perguntem a si mesmas cada uma das perguntas acima. Com certeza, já será um exercício de autoconhecimento. As respostas que recebi das mulheres que participaram de minha pesquisa foram tão surpreendentes quanto a surpresa com que elas recebiam as perguntas.

Muitas disseram “nunca pensei sobre isso”. Que bom, é sempre bom se perceber! “Nunca parei pra pensar no que carrego e nem porque carrego”. E na vida o que andamos carregando sem nem saber por quê? “Minha bolsa significa muito para mim, sem ela me sinto impotente”. Ali, ela carrega o que pode auxiliá-la no que precisar, previne-se às surpresas, se defende. “Ela faz parte de mim”. O objeto está incorporado ao SER, há quase uma simbiose entre a mulher e sua bolsa. “Não sei viver sem minha bolsa, ela tudo!”. Ela é tudo, “minha bolsa, minha companheira, meu suporte”. A cada resposta que vinha, meus horizontes se abriam e eu percebia que realmente nosso empreendimento social está no caminho certo. Quanto simbolismo imbuído na bolsa que carregamos! Devolver, ao menos simbolicamente, um porto seguro para essas mulheres será algo de muita importância na vida de quem está recomeçando ou resgatando sua autoestima e autoconfiança.

Sabemos bem que o que trazemos materialmente dentro das bolsas é parte de nosso universo, pois muitos dos itens citados são mesmo coisas de necessidade feminina: maquiagem (batom); escova de cabelo; kit unha (ou uma lixa pelo menos), kit higiene e surpresas (absorvente, escova e pasta de dente); além de outros itens que, apesar de comuns a muitas, carregam algo da sua personalidade, da sua essência: fotografias, chaves, amuletos, coisas que são pertences únicos, com significados igualmente únicos.

Foi fantástico ouvir (ler) cada resposta, emoções, sentimentos, lembranças, muitas coisas vieram à tona nessa “brincadeira”… Uma coisa é certa: a bolsa tem um grande valor simbólico para a mulher, carregando não somente os pertences necessários ao seu dia a dia, mas também os diversos papeis que nós mulheres assumimos nessa sociedade pós-moderna.

Ao mesmo tempo e especialmente hoje, no dia que carrega a nossa marca, a marca de tantas lutas, também iremos crescer com isso, vamos aproveitar esse momento para uma auto-reflexão. Vamos pensar em nós, em nossas bolsas, no que portamos, nas cargas que carregamos, na escolha do desejamos ou escolhemos carregar. Quem sabe é hora de fazer uma faxina na própria “bolsa”, eleger aquilo que me acrescente e retirar aquilo que só faz peso.

Será que aquilo que porto ainda me importa?

Parabéns por ter nascido Mulher! Parabéns por carregar essa Marca tão bem cantada pelo meu conterrâneo Milton Nascimento; “Quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida!”

Juntas somos mais fortes!

Coragem, amor e Fé!

Daniela Marinho 08/03/2016

Qual o seu Desejo?

Pra começo de conversa… é bom que saibam ao menos quem sou eu. Sou uma mineira, bem humorada, cheia de vida, meio atrapalhada, mas muito feliz, mãe de dois filhos, mãedrasta de mais dois e casada com um gaúcho. Adoro cavalos e gente! Como todo mineiro, observo bastante, mas adoro dar um “parpite” ou entrar numa boa conversa e teremos muitas oportunidades de conversar, pois estarei aqui para compartilharmos muitos assuntos, afinal, empreender significa decidir, tentar e realizar, mas por ser também psicóloga, acrescento a esses sinônimos de empreender o verbo DESEJAR. Na minha profissão, teoricamente pensamos que o desejo é o que nos move; ainda falaremos muito sobre isso, na verdade, na vida prática vemos que o desejo sem atitude fica desejoso. Bem, assim a cada publicação, vamos aos poucos, nos conhecendo melhor.

Nem preciso dizer que fazer parte desse seleto grupo de Mulheres Empreendedoras do Sul está sendo mais que um grande prazer, é uma honra, afinal sou uma mineira que escolheu o Sul, nossas escolhas sempre geram conseqüências, vejam só, fui tão bem recebida e acolhida que acredito que o Sul também me escolheu! Acho que sempre fui uma “mineirucha”, só faltava morar aqui. Agora em Pelotas, estou tão agauchada que ando pensando em pedir dupla nacionalidade, já que adotei e fui adotada pela República Rio Grandense como segundo lar.

Apresentações e bairrismos à parte; vamos começar essa nova etapa do Blog empreendendo? Desejar, decidir, tentar e realizar, são palavras que a partir de hoje estarão sempre presente nas nossas conversas, então me coloquei a pensar sobre o que desejamos com o blog, o que desejamos que as nossas leitoras desejassem? Então concluí primeiro, que se permitam desejar. Estranho né? Mas não é!

Certa vez, há alguns anos, logo após ter perdido meu filho do meio (tive três), eu fazia terapia (psicólogo também precisa de terapia), e em meio a tudo que eu dizia sobre tudo e todos a minha volta, casamento, trabalho, estudo, filho, culpa, medo, amor, sexo, família, enfim, em meio a tudo aquilo, minha terapeuta me fez a seguinte pergunta: “E a DANIELA? o que deseja a Daniela? O que VOCÊ deseja?”  Hã???? Pensei, como assim? Ela não está vendo que estou falando a quase uma hora de tudo que me incomoda, de tudo que me atormenta, dos meus sofrimentos, que perdi um filho, que tudo está uma droga na minha vida? Desejo? Eu lá tenho tempo pra pensar em desejo? Bem, os psicólogos que estiverem lendo vão entender bem, que essa é uma daquelas intervenções que fazemos sabendo que, será pontual e ajudará aquela criatura a se enxergar ou perderemos o cliente. Foi o que aconteceu, parei a terapia, naquela época ainda não era capaz de suportar a responsabilidade de assumir meus desejos a ponto de empreender minhas energias para decidir, tentar e realizar meus sonhos que estavam engavetados e tão chaveados que nem eu tinha mais acesso a eles. Meus problemas estavam no entorno, no que eu vivia e não em mim. Eu lutava para sobreviver e deixava de viver. Poderemos falar disso noutro dia.

Mas hoje, posso estar aqui contando pra vocês que é possível despertar aqueles sonhos, aqueles desejos adormecidos, e que aos poucos, com pequenos passos também se vai ao longe, com pequenas atitudes ou mudanças de comportamento, eles vão tomando forma, cor, passam a ter nome e podemos falar sobre eles. E o objetivo desse blog é exatamente esse, ajudá-la primeiramente a se permitir desejar, depois decidir, tentar e então realizar. Isso é empreender. Isso é ter uma atitude empreendedora com você em primeiro lugar, ir semeando, regando e cuidando de novas ideias.

Eleja o que é bom pra você! Pense no que você deseja para sua vida. O que deseja carregar em sua bolsa, por exemplo, o que não te serve mais, o que é essencial. Vamos nos permitir!

Quero encerrar esse nosso primeiro contato, contando-lhes mais um pouquinho sobre mim, família é algo muito importante na minha vida e minha mãe, falecida há nove anos, me deixou um legado de Coragem e Fé, ela sempre me dizia para nunca abandonar essas duas atitudes, e o meu pai sempre me ensinou a colocar amor em tudo que eu faça, ele ainda diz, “ter que pôr sangue em tudo que faz”, então eu espero poder contribuir com os empreendimentos da vida de todos que precisarem, tenham certeza que como em tudo que faço na minha vida, o que aqui escrever eu estarei fazendo com Amor, Coragem e Fé!

Vem Comigo?

Vem Conosco?

Juntas, somos mais fortes!

Daniela Marinho 02/03/2016